Pré-candidato ao Governo do Estado, senador afirma que pleitos da categoria serão tratados com prioridade, diálogo e respeito em eventual gestão
O senador Jayme Campos (União-MT), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, recebeu uma carta de intenções apresentada por representantes dos policiais penais do Estado, com reivindicações voltadas à valorização salarial, reestruturação da carreira, consolidação institucional da Polícia Penal e investimentos em infraestrutura e saúde do servidor. O documento foi entregue pelo presidente da entidade representativa da categoria, Lucivaldo Vieira de Souza.
Ao fazer a entrega formal do documento, Lucivaldo fez questão de destacar a trajetória administrativa de Jayme Campos no período em que governou Mato Grosso, no início da década de 1990. Durante o encontro, chegou a se referir ao senador como “futuro governador” e defendeu que a Polícia Penal tenha reconhecimento compatível com a importância estratégica que exerce na segurança pública.
Campos afirmou que as reivindicações apresentadas têm “grande valia” por tratarem de uma categoria essencial ao funcionamento do sistema prisional e à estabilidade da segurança pública. Segundo o senador, a Polícia Penal, criada pela Emenda Constitucional nº 104/19, ainda enfrenta desafios de regulamentação, estruturação e reconhecimento nos estados.
“Esta é uma pauta de valorização daqueles que, de fato, merecem ser valorizados. A categoria dos policiais penais exerce uma função de risco, de grande responsabilidade, e precisa ser tratada com respeito, dignidade e reconhecimento” – declarou, ressaltando que, caso seja eleito governador, pretende assegurar tratamento digno aos policiais penais e às demais categorias de servidores públicos estaduais.
Na carta entregue ao senador, os policiais penais defendem a recomposição e o realinhamento das tabelas remuneratórias, com o objetivo de corrigir o que classificam como injustiças históricas e garantir simetria com as demais forças de segurança pública de Mato Grosso. O documento também pede a consolidação da Polícia Penal como instituição autônoma, com regulamentação de competências, atribuições e estrutura administrativa própria, de forma a ampliar a eficiência da gestão do sistema prisional.
Outro ponto destacado pela categoria é a necessidade de investimentos na modernização das unidades prisionais e na saúde física e mental dos servidores, considerando a natureza insalubre, perigosa e de alta pressão da atividade desempenhada pelos policiais penais.
Jayme Campos afirmou que a pauta será analisada com responsabilidade e diálogo, especialmente quanto ao impacto orçamentário e às medidas legislativas necessárias para sua implementação. “Quero afiançar que esta categoria, assim como as demais categorias de servidores públicos de Mato Grosso, será valorizada e tratada com respeito. Estamos juntos, e podem contar conosco”, afirmou o senador.
Senador mato-grossense afirma que produtores enfrentam perdas climáticas, alta dos insumos, queda nas commodities e dificuldade para acessar crédito
O senador Jayme Campos (União-MT) voltou a cobrar da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado mais agilidade na aprovação de uma solução para a renegociação das dívidas dos produtores rurais. O apelo foi feito durante debate com vários senadores sobre o PL 5.122/23, que busca criar uma linha especial de financiamento para o setor agropecuário diante do agravamento do endividamento no campo.
Em debate com a relatora da matéria, senadora Tereza Cristina (PL-MS), Jayme afirmou que o problema exige resposta rápida do Congresso e do Governo Federal. Segundo ele, a situação nas regiões produtoras já é crítica e pode se transformar em uma crise de grandes proporções caso não haja medidas emergenciais.
“Se nós não tomarmos essas providências rápidas, nós vamos ter uma crise. Talvez o Governo não tenha tido nem a capacidade de mensurar o que vem pela frente. É gravíssima a situação” – alertou o senador.
O parlamentar citou como exemplo o cenário enfrentado por produtores em Mato Grosso. Em várias regiões do estado, segundo ele, o atraso das chuvas impediu o plantio da soja dentro da janela ideal. Com isso, muitos produtores perderam a possibilidade de fazer a chamada safra e safrinha, tradicional no ciclo agrícola mato-grossense.
“Tem muitas regiões do Mato Grosso em que muitos não plantaram nem a soja, tendo em vista que demorou para vir as águas. Diante disso, alguns preferiram plantar algodão, outros plantaram milho, e perderam a possibilidade de ter as duas plantas, ou seja, a safra e a safrinha” – ele relatou.
Além dos efeitos climáticos, Jayme destacou a combinação de alta nos custos de produção, dificuldade de compra de insumos, preços baixos das commodities e endividamento crescente. Segundo ele, os valores discutidos inicialmente, na faixa de R$ 36 bilhões a R$ 40 bilhões, seriam insuficientes diante do tamanho real do problema.
“Isso é para fazer o quê? Um remendozinho. Na verdade, são quase R$ 800 bilhões. É muito dinheiro. E, pela situação que eu estou acompanhando, tem gente que não vai conseguir botar nem máquina” – acrescentou.
O senador também chamou atenção para os preços recebidos pelos produtores em Mato Grosso. Ele citou o milho vendido entre R$ 43,00 e R$ 44,00 a saca e a soja em torno de R$ 102,00 valores que, segundo ele, não compensam os custos de produção, especialmente depois dos descontos e encargos incidentes sobre a atividade. “Não fecha a conta nem a pau” – resumiu Jayme, ao mencionar ainda o peso do Fethab, fundo cobrado em Mato Grosso.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que tem participado das negociações sobre a proposta, disse que os valores inicialmente previstos no projeto já não são suficientes, e há uma corrida contra o tempo porque o Plano Safra deve ser anunciado em junho. Tereza Cristina disse que há uma proposta em discussão para chegar a mais de R$ 180 bilhões em dívidas com necessidade urgente de renegociação. Ela observou, porém, que o passivo total é ainda maior, pois há também dívidas não bancárias, especialmente com empresas fornecedoras de insumos.
Para o senador, a renegociação das dívidas rurais é indispensável não apenas para preservar os produtores, mas também para evitar impactos mais amplos sobre a economia, a produção de alimentos e a sociedade brasileira. “Com certeza, essa medida vai nos ajudar a resolver essa situação e vai beneficiar toda a sociedade brasileira de uma maneira geral” – ele concluiu.
Senador afirma que o Estado lidera a produção, cresce e arrecada, mas mantém milhares de famílias sufocadas por dívidas e pelo alto custo de vida
Mato Grosso precisa transformar prosperidade em bem-estar. Da tribuna do Senado, nesta terça-feira, 5, o senador Jayme Campos (União-MT) fez um duro alerta sobre uma das maiores contradições do Estado: o líder na produção de grãos, o que concentra o maior rebanho bovino do país e figura entre as potências do agronegócio brasileiro também convive com uma população fortemente pressionada por dívidas, juros altos e renda insuficiente – o que ele chamou de ‘desigualdade estrutural’ vigente.
A riqueza que o Estado produz, segundo ele, ainda não chega de forma equilibrada à mesa das famílias. O resultado é um paradoxo social: enquanto o Estado se projeta nacionalmente pela força econômica, parte expressiva da população continua dependente de programas de transferência de renda e do crédito bancário para fechar as contas do mês.
O senador afirmou que o desenvolvimento de Mato Grosso não pode beneficiar apenas alguns setores ou uma pequena parcela da sociedade. “Ele precisa alcançar a mesa, a casa e a dignidade de cada família mato-grossense” – disse.
Jayme citou dados do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública, segundo os quais Mato Grosso aparece na última colocação no indicador de comprometimento de renda, que mede a relação entre dívidas bancárias e a renda total dos domicílios. O levantamento também destaca que o Estado, apesar de bem posicionado em indicadores de renda, lidera negativamente o comprometimento da renda familiar com dívidas.
Para o senador, o problema não está na ausência de trabalho ou de dinamismo econômico. Mato Grosso tem bons indicadores de emprego, solidez fiscal e capacidade produtiva. A questão central, segundo ele, está no custo de vida elevado, na baixa renda de parte da população e na falta de políticas públicas capazes de transformar crescimento econômico em melhoria concreta de vida.
“Não é justo que justamente quem gera riqueza viva pressionado por contas, juros e insegurança financeira” – ele afirmou Jayme, ao defender uma gestão mais humana e eficiente, voltada para a formação profissional, o combate às desigualdades regionais, a redução do custo de vida e a inclusão econômica verdadeira.
O parlamentar também relacionou o drama das famílias mato-grossenses ao cenário nacional de endividamento. Levantamento recente da Confederação Nacional do Comércio apontou que o percentual de famílias brasileiras endividadas chegou a 80,4% em março de 2026, recorde histórico da série. Além disso, os juros do crédito livre para pessoas físicas seguem elevados, mantendo forte pressão sobre o orçamento doméstico.
Nesse contexto, destacou a aprovação, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, do PL 2.356/24, de sua autoria, que institui a Política Nacional de Educação Empreendedora e Financeira. A proposta prevê a inserção de conteúdos de educação financeira, empreendedorismo e inovação no ambiente escolar e acadêmico. Após aprovação na CAE, a matéria segue para análise terminativa na Comissão de Educação e Cultura.
Parlamentares e gestores municipais defendem conclusão em até seis anos e cobram viadutos, passagens urbanas e pistas de desaceleração
O prazo de nove anos previsto para a duplicação da BR-163, no trecho entre Sinop e a divisa com o Pará, continua sendo alvo de divergência entre a bancada federal de Mato Grosso e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Nesta terça-feira, 5, integrantes da bancada mato-grossense, liderados pelo senador Jayme Campos (União-MT), voltaram a se reunir com a diretoria da agência, acompanhados de prefeitos e vereadores de municípios localizados na área de influência da rodovia.
Entre parlamentares e lideranças municipais, há o entendimento de que não é razoável levar o projeto de duplicação a leilão com o prazo atualmente previsto. Para o senador Jayme Campos, é possível reduzir esse período quase pela metade, estabelecendo um cronograma de, no máximo, cinco a seis anos. Para isso, ele defendeu ajustes no projeto apresentado pela ANTT.
“Essa é uma das obras mais importantes para Mato Grosso. Precisamos reduzir o tempo previsto para a duplicação e, ao mesmo tempo, promover adequações necessárias, de interesse direto dos municípios, como a implantação de viadutos, passagens urbanas e pistas de desaceleração” – destacou Campos, um dos primeiros a se levantar contra o prazo de 9 anos.
Durante a reunião, o diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, ouviu as ponderações dos prefeitos e se comprometeu a encaminhar as sugestões à área técnica da agência. A intenção é avaliar a inclusão de melhorias capazes de atender às demandas dos municípios antes da realização do leilão da concessão.
O superintendente de Concessão da Infraestrutura, Marcelo Fonseca, também afirmou que a agência está comprometida em promover os ajustes necessários antes de levar a concessão à Bolsa de Valores.
O projeto em discussão prevê a duplicação de aproximadamente 246 quilômetros da rodovia, além da implantação de 393 quilômetros de novas vias e faixas adicionais. Desse total, 116 quilômetros correspondem a faixas adicionais e outros 30 quilômetros a vias laterais. Também estão previstas adequações em interseções e acessos ao longo do trecho.
Na área de segurança viária e mobilidade, o projeto inclui a implantação de 40 retornos e rotatórias, 14 passagens de fauna, nove interseções, seis passarelas para pedestres e 20 pontos de ônibus. As lideranças municipais, no entanto, defendem que o projeto seja ampliado para contemplar de forma mais adequada os impactos urbanos da rodovia nos municípios cortados pela BR-163.
Além do senador Jayme Campos, participaram da reunião os deputados federais Fábio Garcia (União-MT) e Coronel Assis (PL-MT), os prefeitos de Itaúba, Antonio Ferreira, o “Tijolinho”; de Santa Helena, Paulinho Bortolini; e de Matupá, Bruno Mena. Também estiveram presentes vereadores do município de Peixoto de Azevedo.
Proposta institui a Política Nacional de Educação Empreendedora e Financeira e segue para análise terminativa na Comissão de Educação
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (5), o Projeto de Lei 2356/24, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), que institui a Política Nacional de Educação Empreendedora e Financeira (PNEEF). A proposta segue agora para apreciação terminativa na Comissão de Educação e Cultura. A aprovação ocorre em um momento de preocupação crescente com o endividamento das famílias brasileiras.
Em março de 2026, o percentual de famílias endividadas chegou a 80,4%, o maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio. Diante disso, o Governo Federal acabou de anunciar medidas de renegociação de dívidas voltadas a famílias, trabalhadores informais e pequenas empresas.
Para Jayme Campos, a renegociação de dívidas é importante, mas o país precisa enfrentar também a origem do problema: a falta de formação financeira desde a escola. Segundo ele, a educação financeira “é uma ferramenta de cidadania”, que permitirá decisões conscientes, ao mesmo tempo em que “combate o endividamento precoce e fortalece a saúde econômica das famílias brasileiras”.
“A escola não cumprirá sua missão civilizadora se for incapaz de formar cidadãos preparados para se inserir na vida produtiva de forma empreendedora e com competências financeiras” – frisou o senador mato-grossense.
O projeto propõe a inclusão da educação financeira, do empreendedorismo e da inovação como temas transversais nos currículos da educação básica. A iniciativa também prevê formação de professores e gestores escolares, realização de feiras e eventos ligados ao empreendedorismo e às finanças, além de parcerias com universidades, empresas, organizações sociais e instituições de fomento.
Segundo Jayme Campos, o objetivo é modernizar o currículo escolar brasileiro e preparar crianças e jovens para os desafios da vida adulta, do mercado de trabalho e da gestão de seus próprios projetos de vida.
A matéria foi relatada pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) e apresentada, durante a reunião da CAE, pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), na condição de relatora ‘ad hoc’. Em sua análise, Dorinha destacou que a política proposta cria competências e oportunidades para os estudantes brasileiros, ao estimular criatividade, pensamento crítico, autonomia e capacidade de resolver problemas. Para a relatora, o ensino de competências financeiras significa dar mais controle aos jovens sobre suas próprias escolhas.
O projeto também recebeu manifestações favoráveis dos senadores Marcos Pontes (Republicanos-SP) e Jaime Bagattoli (PL-RO). Marcos Pontes elogiou a iniciativa e defendeu que países desenvolvidos têm em comum fatores como educação focada em resultados, ciência, tecnologia, inovação e ambiente favorável aos negócios. Já Bagattoli ressaltou a dificuldade de empreender no Brasil e defendeu que a educação financeira esteja presente desde os primeiros anos escolares até a universidade.
Jayme Campos classificou a aprovação como um passo importante para a modernização da educação brasileira: “A aprovação do PL 2356/2024 é um marco. É um sinal claro de que o Congresso Nacional está atento e comprometido com uma educação pública mais eficaz, mais justa e mais transformadora” – ele concluiu.





