Da tribuna, senador de Mato Grosso alerta para crise no campo, restrição ao crédito e risco de queda na arrecadação
O senador Jayme Campos (União-MT) cobrou nesta terça-feira (14), da tribuna do Senado, urgência na tramitação do Projeto de Lei 5.122/2023, que trata da renegociação de dívidas do setor rural. Em pronunciamento, o parlamentar afirmou que o endividamento no campo, a limitação ao crédito e a alta dos custos de produção colocam em risco a capacidade produtiva do agronegócio brasileiro, com impactos diretos sobre emprego, renda e arrecadação.
O apelo foi seguido de resposta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que afirmou que o tema já está em discussão na Casa. Ele mencionou uma reunião realizada na semana passada e informou que o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da matéria na Comissão de Assuntos Econômicos, ficou responsável por conduzir o encaminhamento da proposta. O projeto, de autoria do deputado Domingos Neto, já foi aprovado pela Câmara.
Jayme Campos sustentou que o cenário atual é de forte pressão sobre os produtores rurais, em meio a juros elevados, oscilações cambiais, queda nos preços das commodities, deficiência no seguro agrícola e restrição ao crédito. Segundo ele, essa combinação de fatores amplia o risco de recuperação judicial no agro e compromete a próxima safra. No discurso, o senador citou ainda os reflexos internacionais sobre os custos de combustíveis, fretes e fertilizantes, além das dificuldades logísticas enfrentadas por Estados produtores como Mato Grosso.
De acordo com o parlamentar, o agro é hoje, proporcionalmente, o setor com maior número de empresas em recuperação judicial no país. Ele citou dados do Monitor RGF segundo os quais, entre 2024 e 2025, houve aumento de 70% no número de companhias do setor nessa situação. Também destacou a insuficiência do seguro agrícola e a crescente restrição ao crédito rural, fatores que, segundo ele, elevam o custo do dinheiro e ampliam a insegurança no campo.
Jayme Campos reforçou que a situação preocupa não apenas os produtores, mas também os governos estaduais, diante da perspectiva de queda na arrecadação. Como exemplo, mencionou os preços da soja e do milho em Mato Grosso, afirmando que, nos níveis atuais, as cotações já não cobrem adequadamente os custos de produção.
“Renegociar dívidas não significa conceder privilégio ao produtor, mas preservar a capacidade produtiva do país e evitar uma crise mais ampla no setor que mais contribui para a balança comercial brasileira”, afirmou o senador. Para ele, a medida é essencial para evitar o agravamento da crise no campo em 2026 e 2027.
O parlamentar também manifestou satisfação com o posicionamento da Presidência do Senado. A sinalização dada por Davi Alcolumbre, ao reconhecer a relevância do tema e mencionar articulações em curso, foi interpretada por Jayme Campos como um indicativo de que o Senado poderá acelerar a análise da proposta e avançar na construção de uma resposta para o setor produtivo.
“O agro precisa ser protegido. Precisa ser valorizado. Precisa ser tratado como setor estratégico” – disse o líder ruralista. “Esta é uma pauta suprapartidária. É uma pauta do Brasil. É uma pauta do desenvolvimento”.
Senador mato-grossense diz que não apoia modelo com obras concentradas no fim do contrato e anuncia mobilização para cobrar mudanças na ANTT
O senador Jayme Campos (União-MT) endureceu o discurso nesta terça-feira, 14, durante audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), ao criticar o prazo previsto para as obras de ampliação na BR-163/230, entre Sinop (MT) e Miritituba (PA). Ao se manifestar contra a proposta, ele anunciou uma intensa mobilização da bancada federal de Mato Grosso para pressionar por mudanças no cronograma e até mesmo convocação das partes para esclarecimentos junto a Comissão de Infraestrutura do Senado.
A audiência pública foi convocada para discutir a repactuação do contrato da Via Brasil em um dos principais corredores logísticos do país. Segundo a ANTT, a proposta em debate abrange 1.009 quilômetros de extensão, com previsão de R$ 10,4 bilhões em investimentos, R$ 4,7 bilhões em custos operacionais e contribuições públicas abertas até 22 de abril.
“Não é isso que nós queremos lá, não. Nós não queremos transformar isso aqui também na mesma coisa que foi a Rota do Oeste lá atrás: um verdadeiro caça-níquel, que prejudicou o povo de Mato Grosso por muitos anos e que, lamentavelmente, só começou a avançar quando o governo do Estado assumiu para que a obra, de fato, fosse realizada” – frisou Campos.
A proposta apresentada na audiência prevê, entre outras intervenções, duplicação de aproximadamente 246 quilômetros, implantação de 393 quilômetros de novas vias e faixas adicionais, 30 quilômetros de vias laterais, além de melhorias em interseções, retornos, passarelas e pontos de ônibus. Na avaliação do senador, no entanto, o problema não está apenas no volume de investimentos, mas principalmente na velocidade de entrega e na prioridade adotada para os segmentos com maior registro de acidentes.
No centro da reação de Jayme Campos está o tempo previsto para a execução das obras mais pesadas. Ao afirmar que “não pode concordar” com o modelo apresentado, o senador atacou especialmente a perspectiva de levar até nove anos para concluir a duplicação de cerca de 246 quilômetros, classificando a lógica como uma “inversão de prioridade”, sobretudo porque os trechos mais críticos em acidentes, entre Guarantã do Norte, Matupá e Peixoto de Azevedo, ficariam para as etapas finais.
“Imaginem: nove anos para fazer 246 quilômetros de asfalto e duplicação. Isso não tem o meu apoio. Aqui, já quero manifestar o meu voto contrário” – disse o senador. Ele reforçou a crítica ao cronograma: “Não é possível aceitar nove anos, não”. Segundo Jayme, deixar viadutos e intervenções estruturais para o fim do prazo significa prolongar o risco para motoristas e transportadores que dependem diariamente da rodovia.
Jayme Campos disse que não está satisfeito com o desenho atual do projeto e defendeu uma reformulação que atenda melhor os interesses de Mato Grosso. Para ele, uma rodovia estratégica para o escoamento da produção e para a circulação de milhares de pessoas não pode ter as obras mais urgentes empurradas para o nono ano de execução. O objetivo, segundo ele, é cobrar esclarecimentos técnicos e pressionar por uma revisão da ordem de execução das obras para antecipar os trechos considerados mais perigosos.
Estiveram presentes na audiência o deputado federal Fábio Garcia, o deputado estadual Diego Guimarães, o prefeito de Matupá Bruno Mena e vereadores do município, além de diversas lideranças da região.
Com parecer favorável do senador Jayme Campos, PL 4.229/2025 segue para análise da Câmara dos Deputados
Um trecho da BR-163, em Sorriso (MT), pode passar a se chamar Rodovia Professor Gerson Luiz Bicego, ligando o nome de um educador e ex-gestor público a uma das principais rotas de escoamento da produção agrícola da região. A mudança está no PL 4.229/2025, aprovado nesta terça-feira (14) pela Comissão de Infraestrutura (CI).
De acordo com o relatório de Jayme Campos, a homenagem segue as regras legais para nomeação de obras públicas, que exigem referência a pessoa falecida com serviços relevantes prestados. Gerson Luiz Bicego (1970-2025) teve atuação em Sorriso como professor de história, vereador, vice-prefeito por dois mandatos e presidente da Câmara Municipal.
Na prática, o projeto de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT) altera a denominação de parte da rodovia federal no município. A matéria foi aprovada em decisão terminativa. Texto segue para análise da Câmara dos Deputados.
Andressa Anholete/Agência Senado, com assessoria
Jayme Campos apresentou voto favorável ao PL 6.412/2025, de Astronauta Marcos Pontes; texto vai à Câmara
O dia 29 de outubro pode se tornar uma data oficial de reconhecimento aos mecânicos de manutenção aeronáutica, profissionais responsáveis por garantir a segurança de voos no país. A inclusão no calendário nacional está prevista no PL 6.412/2025, aprovado pela Comissão de Infraestrutura (CI).
A proposta institui o Dia Nacional do Mecânico de Manutenção Aeronáutica com o objetivo de dar visibilidade a uma atividade ligada diretamente à prevenção de falhas e à proteção de aeronaves e passageiros.
O projeto é do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e teve parecer favorável do senador Jayme Campos (União-MT). Texto segue à Câmara dos Deputados se não houver recurso para votação em Plenário.
Data simbólica – No relatório apresentado, Jayme Campos aponta que a escolha da data faz referência ao suboficial Marcelo dos Santos Dias, da Força Aérea Brasileira, morto em 2009 após atuar no resgate de passageiros em um acidente aéreo na Amazônia. O episódio é apontado como símbolo do compromisso desses profissionais com a segurança operacional.
O parecer também destaca que a criação da data busca ampliar o reconhecimento de uma categoria que atua, em geral, nos bastidores, mas é essencial para o funcionamento seguro da aviação civil e militar, além de incentivar a valorização técnica da atividade.
Andressa Anholete/Agência Senado
Senador visitou Boa Esperança do Norte e Nova Ubiratã, entregou equipamentos viabilizados por emendas
O senador Jayme Campos (União-MT) visitou nesta sexta-feira, 10, os municípios de Boa Esperança do Norte e Nova Ubiratã, onde realizou a entrega de equipamentos adquiridos com recursos de emendas parlamentares destinadas ao Orçamento da União. Durante a agenda, ele reafirmou sua disposição de continuar atuando em defesa do fortalecimento dos municípios mato-grossenses.
Em Boa Esperança do Norte, lideranças locais agradeceram ao parlamentar pela presença e pelo apoio que vem sendo destinado ao município. As máquinas entregues deverão contribuir de forma significativa para o atendimento aos produtores rurais, especialmente da agricultura familiar.
“O senador Jayme Campos é um político que trabalha por todos, pelos 142 municípios, atendendo a todos e ajudando em tudo o que é possível”, afirmou o vereador Sidiney Ferreira.
Já em Nova Ubiratã, lideranças destacaram a receptividade do senador às demandas municipais e a atenção dispensada a prefeitos e vereadores sempre que estão em Brasília. Jayme Campos assumiu o compromisso de continuar destinando recursos para melhorias na atenção à saúde pública.
“Desde que assumimos este mandato de senador, temos percorrido os municípios e dialogado com as lideranças para buscar soluções para os maiores problemas da população. E faremos assim até o último dia deste mandato”, destacou o senador.
Em 2025, a liberação de recursos provenientes de emendas apresentadas por Jayme Campos superou R$ 230 milhões, beneficiando todos os municípios de Mato Grosso. Segundo o parlamentar, o esforço é para garantir que os recursos pagos pela população retornem em investimentos e cheguem a quem mais precisa
Senador intermediou reunião com a Anatel e vereadores do município para destravar uma demanda antiga da população do distrito
Uma articulação liderada pelo senador Jayme Campos (União-MT) colocou em pauta, nesta terça-feira, 8, a busca por uma solução para levar sinal de telefonia móvel ao distrito de Santo Antônio do Fontoura, em São José do Xingu, no nordeste de Mato Grosso. A reunião contou com a participação de vereadores do município e representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com o objetivo de avançar nas providências necessárias para assegurar cobertura celular à comunidade.
A iniciativa enfrenta um problema antigo. Santo Antônio do Fontoura é um distrito importante de São José do Xingu, com população estimada em 993 habitantes, mas a falta de conectividade já havia sido registrada publicamente anos atrás, inclusive com relatos de que uma torre chegou a ser instalada sem que o sinal fosse efetivamente disponibilizado à população.
Ao intermediar o encontro com a Anatel, Jayme Campos reforça a cobrança para que o avanço regulatório se converta em melhoria concreta na vida da população. Em regiões afastadas dos grandes centros, o acesso à telefonia móvel deixou de ser apenas uma conveniência: é ferramenta essencial para comunicação familiar, atendimento de saúde, atividade comercial, segurança e acesso a serviços públicos.
“Não é admissível que uma comunidade importante como Santo Antônio do Fontoura continue isolada digitalmente. A telefonia móvel hoje é instrumento de cidadania, de desenvolvimento e de segurança. Nosso trabalho é cobrar e articular para que esse sinal chegue de forma efetiva à população” – disse o senador.
Senador mato-grossense destacou a importância dos enfermeiros, técnicos, auxiliares e parteiras e lembrou trajetória da própria mãe na profissão
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira, 8, Proposta de Emenda Constitucional que reduz a jornada dos profissionais de enfermagem para 36 horas semanais, sem impactar o piso salarial da categoria. A proposta também estabelece que o reajuste anual do piso não poderá ser inferior ao índice que melhor reflita a inflação acumulada no ano anterior.
Ao manifestar apoio e voto favorável, o senador Jayme Campos fez questão de destacar a relevância dos profissionais da enfermagem para o atendimento à população. Ele, inclusive, associou o tema à própria trajetória familiar, lembrando a atuação de sua mãe, dona Amália Curvo.
“Como filho também de enfermeira, porque minha mãe foi enfermeira por mais de 30 anos, sei o valor que têm os nossos enfermeiros, auxiliares de enfermagem, enfim, aqueles que fazem de fato a saúde do nosso país” – afirmou.
De autoria da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), a PEC recebeu parecer favorável do senador Fabiano Contarato (PT-ES), com emendas. O texto original previa jornada máxima de 30 horas, mas o relatório aprovado na CCJ ajustou esse parâmetro para 36 horas semanais. Também foi aprovado requerimento de calendário especial para acelerar a tramitação da proposta no Senado.
Segundo Jayme Campos, a proposta – que agora vai a apreciação em plenário do Senado – é “extremamente meritória e oportuna”. Ele enfatizou que a medida representa um passo concreto no reconhecimento de uma categoria que atua diariamente nos postos de saúde, nas unidades básicas e nos hospitais, sustentando o atendimento à população em todo o país: “A enfermagem faz funcionar a saúde deste país e merece valorização compatível com sua responsabilidade social”.
A discussão ganha peso diante dos números do setor. O Ministério da Saúde informa que 76% da população depende diretamente do SUS, sistema que realiza cerca de 2,8 bilhões de atendimentos por ano e reúne aproximadamente 3,5 milhões de profissionais em atuação.
No caso específico da enfermagem, o país conta com mais de 3,2 milhões de profissionais, segundo o Conselho Federal de Enfermagem. O próprio Cofen tem apontado a PEC 19 como central para a valorização da categoria, por vincular jornada e remuneração e criar um mecanismo permanente de correção do piso.
Proposta prevê disponibilização contínua de álcool gel 70% em locais de grande circulação e autoriza substituição por produto com eficácia igual ou superior
O senador Jayme Campos (União-MT) apresentou no Senado Federal o Projeto de Lei 1719/26, que torna obrigatória a oferta gratuita de álcool gel 70% em estabelecimentos públicos e privados, além dos serviços de transporte coletivo e individual. Pela proposta, o produto deverá ser disponibilizado de forma contínua, em quantidade suficiente, em local visível e de fácil acesso ao público.
A exigência, de acordo com o texto, alcança empresas, órgãos públicos, instituições de ensino, estabelecimentos comerciais e os serviços de transporte. O projeto também abre a possibilidade de substituição do álcool gel por outro produto higienizador, desde que tenha eficácia comprovadamente igual ou superior no combate a microrganismos nocivos à saúde humana.
“Mais do que uma medida simples, trata-se de uma política de prevenção. O incentivo ao uso do álcool em gel representa responsabilidade, cuidado e compromisso com a saúde pública” – disse o senador mato-grossense.
Campos argumenta que ambientes com grande circulação de pessoas elevam o risco de transmissão de doenças infecciosas, como gripes, resfriados e Covid-19. Segundo o senador, embora não substitua a lavagem das mãos com água e sabão, o álcool gel se destaca pela praticidade e por permitir a higienização imediata após o contato com superfícies potencialmente contaminadas, contribuindo para reduzir a propagação de agentes infecciosos.
O projeto estabelece prazo de 90 dias para que estabelecimentos e prestadores de serviço façam as adaptações necessárias ao cumprimento da futura lei. No sistema do Senado, a matéria foi apresentada em 8 de abril de 2026 e, até o momento, aparece em tramitação, aguardando despacho.
Jayme Campos voltou a ressaltar que tem dedicado especial atenção à destinação de recursos aos municípios mato-grossenses, para que possam investir na melhoria do atendimento na saúde. São verbas que ajudam na compra de medicamentos, na manutenção das unidades de saúde e no custeio de programas e estratégias essenciais, como vacinação e controle de doenças, tudo voltado para o fortalecimento do SUS. Segundo ele, fortalecer a atenção básica é, sem dúvida, a forma mais inteligente e econômica de cuidar da população, sobretudo daqueles que mais dependem do poder público.
MAIS HOSPITAIS – Durante as comemorações da Semana Mundial da Saúde, na semana passada, Campos recordou quando governou Mato Grosso, no começo da década de 1990, construiu 16 hospitais públicos, entre eles, o Hospital do Câncer, em Cuiabá. Agora como senador, ele ressaltou que a maior parte maior das emendas orçamentárias, também são encaminhadas para as cidades mais pobres de Mato Grosso.
“Estamos agora construindo alguns hospitais também diante das emendas que eu encaminhei. Entre eles, em uma cidade chamada Comodoro, ao longo da 364, divisa do Mato Grosso com o Estado de Rondônia” – citou, lembrando que o cidadão, para fazer um tratamento médico, precisava se deslocar 600 quilômetros para fazer um tratamento de hemodiálise, voltar no mesmo dia… Praticamente, o cidadão tem que fazer duas ou três vezes por semana. Ali a maior reivindicação da população era dispor de um hospital.
Flávio Dino sugeriu consulta popular como alternativa para encerrar conflito por área de 22 mil km²; tema foi discutido com parlamentares e prefeitos da região
A realização de um plebiscito poderá abrir caminho para uma solução definitiva para a disputa territorial entre Mato Grosso e Pará, que se arrasta há mais de um século em torno da posse de 22 mil quilômetros quadrados. A proposta foi apresentada nesta terça-feira, 7, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, durante reunião com parlamentares da bancada federal, deputados estaduais e prefeitos da região.
No encontro, o senador Jayme Campos (União-MT) destacou as dificuldades enfrentadas por milhares de famílias que vivem no sul do Pará, nas cidades de Jacareacanga e Novo Progresso, localizadas a mais de 1,6 mil quilômetros da capital paraense, e que, em razão da distância dos centros administrativos paraenses, acabam sendo atendidas pelas cidades mato-grossenses de Alta Floresta e Paranaíta.
“Esse é um problema antigo e que precisa de uma solução. Além dos municípios, existem centenas de localidades que o Estado de Mato Grosso acaba atendendo por questões humanitárias e, com isso, muitas vezes, nossas autoridades acabam sendo penalizadas em suas prestações de contas. Lamentavelmente, as prefeituras mato-grossenses estão vivendo uma situação de insegurança jurídica, mesmo assim os prefeitos atendem esses cidadãos”, afirmou Jayme Campos.
Inicialmente, a representação de Mato Grosso na ação deverá pedir uma reunião para que o STF conduza um entendimento entre os dois estados. Em um segundo momento, segundo Flávio Dino, a população da região também poderá ser ouvida para decidir a qual estado deseja pertencer. Dino é relator da ação que busca reverter a decisão do próprio STF que, em 2020, deu ganho de causa ao Pará no litígio entre os dois estados na Ação Civil Originária 714.
O litígio teve início em 1900 e, desde então, Mato Grosso e Pará disputam a definição da divisa na região. Em 2020, o Supremo julgou improcedente a Ação Cível Originária 714 e manteve a configuração territorial favorável ao Pará. Agora, o governo de Mato Grosso tenta reverter essa decisão por meio de nova ação.
A disputa judicial afeta diretamente nove municípios. Na ação, Mato Grosso busca restabelecer a chamada divisa seca com o Pará, definida por uma linha imaginária reta de 690 quilômetros, que vai do ponto mais ao norte da Ilha do Bananal, no Tocantins, na margem esquerda do Rio Araguaia, até o Salto das Sete Quedas, na margem direita do Rio Teles Pires, em Apiacás.
O governo mato-grossense sustenta que já apresentou ao Supremo laudos históricos e cartográficos, além de mapas e documentos, para demonstrar que houve apenas alteração de denominação da área, e não erro de demarcação.
Além de Jayme Campos, participaram da reunião os senadores Carlos Fávaro (PSD-MT) e Wellington Fagundes (PL-MT), o deputado federal Fábio Garcia (União-MT), os deputados estaduais Ondanir Bortolini, o Nininho (Republicanos), e Janaina Riva (MDB), além dos prefeitos Chico Gamba, de Alta Floresta, e Osmar Moreira, de Paranaíta.










