O senador Jayme Campos (União Brasil-MT) confirmou ter assinado o novo pedido de prisão humanitária em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O parlamentar se juntou a mais de 40 congressistas que subscreveram o requerimento encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal.
A adesão de Campos foi registrada oficialmente na terça-feira (6). A coleta de assinaturas terminou na sexta-feira (9), segundo o documento coordenado pelo senador Wilder Morais (PL-GO). Entre os signatários está também o senador Wellington Fagundes (PL-MT).
Em publicações nas redes sociais, Jayme Campos afirmou ter sido alvo de fake news que davam conta de sua recusa em apoiar o pedido. “A verdade sempre aparece. Sigo com transparência e responsabilidade, fazendo o que precisa ser feito”, escreveu.
No texto direcionado a Moraes, os parlamentares alegam que Bolsonaro apresenta “quadro clínico grave, complexo e progressivamente agravado”, com enfermidades de natureza cardiovascular, digestiva, renal, respiratória e metabólica. Parte dos problemas, apontam, seria consequência das sequelas deixadas pelo atentado à faca sofrido pelo então candidato em 2018. Por isso, solicitam a transferência do ex-presidente para prisão domiciliar ou estabelecimento de saúde adequado.
Com a documentação já protocolada, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se acata o pedido. Além do requerimento subscrito por Campos, outros parlamentares e lideranças políticas vêm apresentando manifestações favoráveis à mudança do regime de detenção de Bolsonaro, reforçando o argumento de deterioração clínica. Não há prazo definido para que o Supremo Tribunal Federal se pronuncie sobre o pedido de prisão humanitária.



