Proposta eleva teto anual de receita de R$ 81 mil para R$ 130 mil e permite contratação de até dois empregados
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 17, por unanimidade, o requerimento de urgência para o Projeto de Lei Complementar 108/2021, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), que amplia o limite de faturamento do microempreendedor individual (MEI). Com 431 votos favoráveis, a aprovação do pedido de urgência abre caminho para que a proposta seja analisada diretamente pelo plenário e, se aprovada, siga para sanção presidencial.
O texto eleva o limite de faturamento anual do MEI dos atuais R$ 81 mil para R$ 130 mil. Além disso, permite que o microempreendedor contrate até dois empregados, em vez de apenas um, desde que cada trabalhador receba, no mínimo, um salário mínimo ou o piso salarial da categoria.
A ampliação do teto da receita bruta anual representa um aumento de 60,5% e pode ampliar o número de empreendedores enquadrados nessa categoria. Segundo dados do governo citados na proposta, o Brasil contabilizava, em 2020, cerca de 11,2 milhões de microempreendedores individuais ativos, o equivalente a 56,7% do total de empresas em operação no país.
Criado para estimular a formalização de pequenos negócios, o regime do MEI oferece carga tributária reduzida e simplificada. O pagamento é feito por meio de uma única guia mensal, o Documento de Arrecadação Simplificada (DAS), independentemente de haver faturamento no período.
A aprovação da urgência reforça um movimento político iniciado em outubro do ano passado, quando deputados e senadores ligados às frentes parlamentares do livre comércio, dos serviços, das micro e pequenas empresas, da competitividade e do empreendedorismo feminino manifestaram apoio à tramitação célere da proposta apresentada pelo senador mato-grossense.
Jayme Campos vinha cobrando reiteradamente a votação do projeto, sob o argumento de que a demora tem provocado prejuízos aos microempreendedores. Segundo ele, a defasagem do atual limite de faturamento compromete a sustentabilidade dos pequenos negócios. “O resultado é que as empresas definham, perdem tração, reduzem investimentos, cortam empregos e acabam fechando ou migrando para a informalidade”, afirmou.
Na avaliação do senador, a aprovação definitiva da proposta pelo Congresso Nacional poderá produzir efeitos imediatos sobre a economia, com estímulo à geração de emprego e renda. Ele cita estimativas do Sebrae segundo as quais mais de 86 milhões de brasileiros são beneficiados, direta ou indiretamente, pelas pequenas empresas.
Senador afirma que projeto do Executivo corrige distorções na administração pública e classifica emenda voltada ao Incra como medida de justiça
O senador Jayme Campos (União-MT) manifestou apoio ao Projeto de Lei nº 5.874, de 2025, encaminhado pelo Poder Executivo, que propõe a reestruturação de carreiras no âmbito da administração pública federal. Durante votação da matéria, o parlamentar ressaltou sua defesa histórica dos servidores públicos brasileiros, em todas as esferas e áreas de atuação, e destacou a importância de reconhecer o papel desses profissionais no funcionamento do Estado.
Campos afirmou que servidores da saúde, da educação, da segurança pública e de diversos outros setores são fundamentais para garantir a prestação de serviços à população. Segundo ele, a valorização dessas categorias é indispensável para o fortalecimento da administração pública.
O senador mato-grossense, porém, observou que algumas carreiras ficaram de fora do processo de reestruturação, o que, na sua avaliação, gera sensação de desigualdade entre os servidores. Entre os grupos citados por ele, estão os profissionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), instituição que classificou como estratégica para o desenvolvimento do país.
Para o parlamentar, o Incra exerce papel central em áreas como o ordenamento jurídico fundiário, a regularização de terras e a promoção da justiça social no campo. Nesse contexto, ele considerou pertinente a Emenda nº 48, apresentada pelo senador Beto Faro (PT-PA), que buscou tornar as carreiras do órgão mais competitivas e compatíveis com a complexidade das funções desempenhadas por seus servidores.
Jayme Campos destacou que a proposta voltada ao Incra não representa privilégio, mas sim uma medida de justiça administrativa e racionalidade na gestão pública. Na avaliação do senador, é preciso corrigir distorções e assegurar tratamento adequado a categorias que exercem funções essenciais para o país.
Ao defender a aprovação do projeto, o senador também relembrou sua experiência na vida pública, como prefeito, governador de Mato Grosso e senador da República, para reforçar que conhece de perto a importância do funcionalismo público nos três Poderes. Segundo ele, o reconhecimento ao servidor é uma forma de fortalecer o próprio Estado brasileiro.
Ao final, Jayme Campos classificou a proposta como uma das mais relevantes já apreciadas por ele no Parlamento em matéria de valorização do serviço público. O senador ainda cumprimentou os parlamentares envolvidos na articulação da matéria e representantes do Poder Executivo pela condução do projeto.
Senador defende agilidade no CAR, segurança jurídica e investimentos em logística para ampliar a competitividade do país
O senador Jayme Campos (União-MT) cobrou do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ações efetivas do governo para melhorar o ambiente da produção nacional. Segundo ele, a medida é essencial para que o país amplie sua competitividade nos mercados internacionais e, consequentemente, fortaleça a economia. O encontro ocorreu durante o debate sobre o Projeto de Lei 733/2025, que trata do novo marco regulatório dos portos, promovido pela Frente Parlamentar de Logística.
Em defesa da competitividade, Jayme Campos destacou a necessidade de o governo federal dar mais agilidade à emissão e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Segundo o senador, a morosidade no processo — causada pelo excesso de burocracia, pela sobreposição de áreas e por falhas no sistema — impede o acesso ao crédito agrícola, gera insegurança jurídica e dificulta a regularização ambiental. Ele também apontou que a migração para o sistema gov.br tem dificultado o acesso de pequenos produtores.
“Hoje, por baixo, estamos entre 3% e 5% de CARs devidamente concluídos, em 12 anos. É muito aquém. E essa situação só prejudica aqueles que querem produzir de modo responsável”, frisou o senador. Ele ressaltou que, embora o CAR seja autodeclaratório, a falta de validação acaba impedindo o acesso ao crédito rural.
Um dos principais líderes da bancada ruralista no Congresso Nacional, Jayme Campos também tratou com Jorge Messias de outros dois temas: a logística e a segurança jurídica para grandes investimentos em infraestrutura. Em sua fala, lembrou que, muitas vezes, o governo acaba atrapalhando a si próprio. “Isso não pode continuar acontecendo, porque quem acaba sofrendo é a própria população”, afirmou, ao citar os constantes conflitos na aplicação da legislação ambiental.
Outro ponto abordado pelo senador foi o impacto de ações judiciais e administrativas sobre pequenos produtores rurais instalados em áreas de proteção ambiental em Mato Grosso, como nas glebas Cristalino e Ricardo Franco. “Não pode tirar na ‘porrada’ quem está produzindo já há mais de 30 anos”, frisou o parlamentar mato-grossense.
Ao responder ao senador, Jorge Messias concordou que é necessário avançar na melhoria dos marcos regulatórios. Segundo ele, o maior entrave do Brasil continua sendo a falta de segurança jurídica, fator que inibe investimentos e prejudica a geração de empregos e o aumento da renda da população.
Messias também reconheceu que o setor de logística está entre os mais prejudicados, quando, na verdade, deveria ser priorizado, por representar uma das principais atividades econômicas do país. Ele reforçou ainda a importância do novo marco regulatório dos portos e afirmou que o governo continuará trabalhando para garantir segurança jurídica e proteção às pessoas.
Senador afirma que fronteira seca entre o Brasil leva população de Mato Grosso a sentir na pele os efeitos da criminalidade também no campo
O aumento dos índices de criminalidade em Mato Grosso, especialmente na região de fronteira, foi o centro do discurso do senador Jayme Campos (União Brasil-MT) durante a votação do projeto de lei 3780/23 no Senado, realizada nesta terça-feira 3. A proposta aumenta as penas para os crimes de furto, roubo e estelionato, endurecendo punições para casos envolvendo celulares e eletrônicos, podendo chegar a 6 anos de prisão.
Ao defender a matéria, o parlamentar mato-grossense trouxe dados alarmantes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública para ilustrar a realidade enfrentada pela população do estado: somente em 2024, Mato Grosso registrou 15 mil roubos e furtos de aparelhos celulares. Campos também chamou atenção para as particularidades de Mato Grosso, estado que possui mais de 700 quilômetros de fronteira seca com a Bolívia.
“Quinze mil ocorrências representam medo, prejuízo e sensação de insegurança para milhares de famílias. Precisamos devolver ao cidadão o direito básico de andar na rua sem medo de ter seu telefone arrancado da bolsa” – afirmou o senador em seu pronunciamento.
O senador lembrou que Mato Grosso é um estado essencialmente agrícola, com forte atividade econômica no setor, e que os produtores rurais também têm sido vítimas frequentes da criminalidade. Segundo ele, todos os dias são publicadas notícias de assaltos a fazendas, roubo de defensivos agrícolas, roubo de insumos. “Enfim, o país vive hoje uma realidade de insegurança generalizada” – ele completou.
O PL 3780/23, relatado pelo senador Efraim Filho (União Brasil-PB), promove ajustes no Código Penal, majorando as penas para crimes patrimoniais que, segundo Campos, deixaram de ser ocorrências isoladas para se tornarem “fenômenos massivos, organizados e altamente lucrativos para o crime”.
“Voto com muito orgulho este projeto, que é, sem dúvida, de alto alcance para a segurança do povo brasileiro. Em boa hora, apresentam este projeto, que certamente poderá nos ajudar a minimizar esse ambiente de intranquilidade com o qual, lamentavelmente, a sociedade brasileira tem convivido” – concluiu.
Com a aprovação no Senado, o texto retorna agora à Câmara dos Deputados para apreciação das modificações feitas pelos senadores. Se aprovado, seguirá para sanção presidencial.
Proposta amplia rede de proteção e atendimento a famílias responsáveis por crianças e adolescentes que perderam a mãe em decorrência desse tipo de crime
Diante do que classifica como ‘grave epidemia nacional’, o senador Jayme Campos (União-MT) acaba de apresentar um projeto de lei que concede prioridade, no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida, às famílias responsáveis por crianças e adolescentes que tenham se tornado órfãos em razão do crime de feminicídio. A proposta busca assegurar proteção social e estabilidade habitacional a menores que, além do trauma da violência, passam a enfrentar situações de vulnerabilidade material e familiar.
“Não se trata apenas da perda brutal de uma mulher. Estamos falando de crianças e adolescentes que ficam marcados pela dor, pelo luto, pela ruptura familiar e, muitas vezes, pela ausência de condições mínimas de moradia e proteção” – ele afirmou, ao destacar a gravidade da violência contra a mulher no Brasil e os impactos devastadores deixados pelo feminicídio sobre os filhos das vítimas.
Segundo Jayme Campos, os números mais recentes mostram que, em 2025, 1.470 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, o equivalente a uma média de quatro mortes por dia. Para o parlamentar, os dados confirmam que o país enfrenta um problema “persistente e estrutural”, que exige respostas firmes do poder público.
O senador ressaltou que, após o crime, é comum que os filhos das vítimas passem a viver com parentes próximos, como avós, tios ou outros familiares, que muitas vezes já convivem com limitações financeiras e habitacionais. Nesse contexto, a falta de moradia estável agrava ainda mais uma realidade já marcada pela violência e pelo desamparo.
A proposta apresentada no Senado foi inspirada na Lei nº 13.171, de 19 de dezembro de 2025, do Estado de Mato Grosso, que já prevê esse tipo de prioridade em programas estaduais de habitação. Jayme Campos fez referência ao deputado estadual Dilmar Dal Bosco, autor da iniciativa no plano estadual, e destacou a importância de levar a experiência para a esfera federal.
“Mato Grosso registrou, pelo segundo ano consecutivo, a maior taxa proporcional de feminicídio do país. Essa triste realidade impõe a todos nós o dever de agir com sensibilidade, firmeza e responsabilidade” – ele enfatizou.
Durante o pronunciamento, o senador também lembrou que seu mandato tem concentrado esforços em ações legislativas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Ele citou a recente aprovação, na Comissão de Segurança Pública, do PL 4.283/2023, de sua autoria, relatado pelo senador Sergio Moro, que trata do endurecimento das medidas relacionadas à punição de condenados por feminicídio.
Para Jayme Campos, a nova proposta amplia essa rede de proteção ao incorporar a dimensão habitacional como instrumento concreto de amparo às vítimas indiretas desse crime. “O projeto não resolve a tragédia do feminicídio, mas oferece um elemento real de proteção e estabilidade para quem ficou. É um gesto concreto de responsabilidade social”, pontuou.
Campos apoio dos colegas parlamentares para a rápida tramitação da matéria. Segundo ele, garantir moradia digna a crianças e adolescentes órfãos do feminicídio é uma forma de oferecer condições mínimas para que possam reconstruir a vida com mais segurança, cuidado e esperança de um futuro melhor.
“Precisamos avançar no combate à violência contra a mulher. Mas, enquanto essa chaga social persistir, não podemos abandonar aqueles que carregam as cicatrizes dessa tragédia” – finalizou.
Em reunião com Jorge Messias, parlamentares defendem estrutura nacional de assistência técnica e fundo específico para apoiar agricultores familiares
A proposta de criação do Sistema Unificado de Assistência Técnica e Extensão Rural (Suater), já apelidado de “SUS do Campo”, ganhou força nesta quarta-feira (25), durante reunião entre os senadores Jayme Campos (União-MT) e Wellington Fagundes (PL-MT) com o advogado-geral da União, Jorge Messias. O encontro também contou com a participação de técnicos e especialistas ligados ao setor.
A iniciativa busca enfrentar um dos principais gargalos da produção rural brasileira: a falta de assistência técnica voltada aos pequenos produtores. A proposta pretende estruturar, em âmbito nacional, os serviços de orientação e apoio técnico no campo, com foco especial em agricultores familiares, assentados da reforma agrária e pequenos empreendedores rurais.
Pelo modelo em discussão, União, estados e municípios poderão atuar de forma integrada para ampliar a presença da assistência técnica no meio rural, oferecendo suporte em áreas como produção, gestão, comercialização e adoção de novas tecnologias, inclusive com foco na sustentabilidade.
Durante a reunião, Jayme Campos e Wellington Fagundes também apresentaram a viabilidade da criação de um fundo específico para assegurar recursos permanentes ao sistema. A proposta prevê que parte dos valores do crédito rural seja destinada, de forma obrigatória, ao custeio da assistência técnica. Com o Fundater, a expectativa é ampliar significativamente o acesso dos produtores a esse tipo de apoio.
Ex-governador de Mato Grosso na década de 1990, Jayme Campos relembrou a criação da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e defendeu o fortalecimento da estrutura de apoio ao produtor rural. Para ele, reestruturar o sistema de assistência técnica é essencial para ampliar a capacidade de produção do micro, pequeno e médio produtor do Estado.
“O foco dessa proposta é, sem dúvida alguma, promover o desenvolvimento rural sustentável, gerar renda e, principalmente, garantir segurança alimentar”, afirmou o senador mato-grossense.
O advogado-geral da União manifestou apoio à iniciativa e incentivou o avanço das tratativas junto ao governo federal. Segundo Jorge Messias, a AGU está pronta para oferecer o suporte jurídico necessário à construção dessa nova estrutura, que poderá trazer impactos positivos para a produção de alimentos no país.
Segurança Jurídica – Além da pauta voltada à assistência técnica, Jayme Campos e Wellington Fagundes também discutiram com Jorge Messias a situação dos produtores rurais que ocupam áreas inseridas nos parques Cristalino e Serra Ricardo Franco, em Mato Grosso, em meio a um impasse fundiário e judicial que se arrasta há décadas. O tema envolve disputas sobre permanência, indenização e segurança jurídica para atividades já consolidadas. A reunião contou ainda com a presença da deputada estadual Janaina Riva (MDB) e do presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Beber.
Proposta visa acabar com a “sensação de impunidade” causada pela conversão de regime aberto em prisão domiciliar
Mais um passo! A Comissão de Segurança Pública do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira, 24, o Projeto de Lei nº 4.283/23, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), que endurece as regras para o cumprimento de pena por condenados por violência contra a mulher. O objetivo principal da matéria é impedir que agressores condenados ao regime aberto cumpram a pena em prisão domiciliar simplesmente pela falta de estabelecimentos adequados.
Durante a votação, Campos justificou a medida como uma resposta a uma “lacuna estrutural” do Estado que acaba beneficiando o criminoso. Atualmente, a maioria das penas aplicadas nesses casos, especialmente para réus primários, é fixada inicialmente no regime aberto. No entanto, a ausência de políticas públicas efetivas para criar essas vagas tem levado o Judiciário a converter a pena para a prisão domiciliar.
O relator da proposta, senador Sergio Moro (União-PR) apresentou parecer favorável, acatado pelos membros do colegiado. Ele elogiou o projeto do senador mato-grossense, ao destacar que a medida ajuda a colocar fim a chamada ‘ficção do regime aberto’. Já Margareth Buzetti (PP-MT), por sua vez, apoiou o PL por considerar que a ampliação de pena é pedagógica: “A violência contra as mulheres é algo que está nos assustando” – ela salientou. Quem também elogiou o projeto de lei foi o senador Márcio Bittar (PL-AC).
Jayme Campos classificou a situação atual, de falta de estabelecimento para cumprimento de penas em regime aberto, como “inadequada e socialmente injusta”, especialmente nos casos de violência doméstica. Com a nova lei, essa alternativa ficaria proibida, forçando o Estado a encontrar soluções, seja criando as vagas ou aplicando medidas cautelares diversas da prisão, mas que não signifiquem o retorno do agressor ao convívio direto com a sociedade sem qualquer monitoramento efetivo.
“O resultado concreto é perverso: o agressor permanece no convívio social, muitas vezes próximo da vítima, enfraquecendo o caráter pedagógico da sanção penal, estimulando a reincidência e ampliando, na sociedade, a dolorosa sensação de impunidade” – completou.
Uma vez sancionada e transformada em lei, Campos acredita que a proposta vai representar “um compromisso moral com a dignidade, a segurança e a vida das mulheres brasileiras”. Ao seu ver, será dado “um passo firme para restaurar a confiança da sociedade na Justiça, garantir que a punição seja efetiva e impedir que a impunidade continue alimentando o ciclo da violência.”
Aprovada na Comissão de Segurança Pública, a matéria segue agora para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, onde receberá decisão terminativa. Isso significa que, se aprovada na CCJ sem a apresentação de recurso para votação em Plenário, seguirá diretamente para análise da Câmara dos Deputados.
Senador também denunciou que concessões viraram “balcão de negócios” e lembrou que usuários da BR-163 foram ‘roubados por 13 anos’
Durante reunião da Comissão de Infraestrutura do Senado, o senador Jayme Campos (União-MT) fez um pronunciamento contundente contra o atual modelo de cobrança de pedágios nas rodovias brasileiras. Para o parlamentar, o sistema atual penaliza especialmente os produtores rurais e a população que depende do transporte rodoviário, acumulando tributos e tarifas sem a contrapartida adequada em investimentos. Ele citou, em especial, a questão envolvendo o Estado de Mato Grosso.
“Ora, nós já pagamos uma carga tributária excessiva no Brasil” – afirmou Campos, ao listar os diversos encargos que incidem sobre o setor. De acordo com o senador, em Mato Grosso os produtores recolhem o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), o IPVA e ainda arcam com as tarifas de pedágio — o que classificou como “três tributos” pagos simultaneamente.
Não bastasse essas cobranças, Campos ressaltou que o produtor ainda arca com o recolhimento da Guia de Trânsito Agropecuário, a GTA: “Um boi no Mato Grosso, quando você vende o animal, quando faz a Guia de Trânsito Animal, a GTA, você paga R$ 71 por cabeça. Setenta e um reais!”, exclamou. Nesse instante, o transportador já pagou o IPVA do caminhão e, dependendo da carga, pode desembolsar cerca de R$ 400 por viagem em tributos e pedágios. “Estamos praticamente produzindo para pagar o quê? Pedágio, IPVA, FETHAB… e acaba o dinheiro do produtor rural. Tem cabimento pagar R$ 71 na cabeça de um boi?”, questionou.
O senador também fez críticas ao modelo de concessões rodoviárias, afirmando que muitas delas se transformaram em “jogo de interesses, de grandes barões, tubarões deste país, que transformaram isso num verdadeiro balcão de negócios”. Citou o caso da BR-364, onde “já estavam cobrando antes de fazer qualquer investimento”.
Campos também relembrou a experiência negativa do Mato Grosso com a concessão da BR-163, no trecho entre Rondonópolis e Sinop, pela empresa Rota Oeste. “Fomos roubados por 13 anos. Não fizeram nenhum investimento, fizeram sei lá quantas praças de pedágio. Assaltaram, roubaram a sociedade mato-grossense de maneira geral”, afirmou.
Região Noroeste
Ao final de seu pronunciamento, Jayme Campos fez uma proposta ao presidente da Comissão de Infraestrutura, senador Marcos Rogério (União-RO), para a realização de uma audiência pública na cidade de Juína (MT) para discutir a pavimentação asfáltica da rodovia que liga o município a Vilhena (RO). Segundo ele, essa região hoje tem uma alta produção agropecuária.
“Nós precisamos de escoamento”, justificou. A obra reduziria significativamente a distância percorrida pelos produtores da região que atualmente precisam descer até o sul de Mato Grosso para depois seguir em direção a Porto Velho. “Com essa rodovia, nós vamos diminuir muito a distância e, com certeza, melhorar a trafegabilidade entre essas duas importantes cidades, Juína e Vilhena”, concluiu, anunciando que apresentará requerimento nesse sentido. O presidente da comissão, senador Marcos Rogério, apoiou a iniciativa.
Resolução do Conselho, segundo o senador mato-grossense, invadiu competência do Congresso Nacional e por isso precisa ser anulado
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 327/2023, relatado pelo senador Jayme Campos, que susta os efeitos de resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que autoriza a mediação de conflitos fundiários no âmbito do Judiciário. De autoria do senador Zequinha Marinho, a proposta busca resguardar o direito de propriedade e a ordem pública, além de assegurar maior celeridade aos processos de reintegração de posse.
No parecer, Jayme Campos argumenta que, ao disciplinar mecanismos com impacto direto sobre a propriedade privada e sobre a execução de decisões judiciais, o CNJ extrapola sua função constitucional de controle administrativo do Poder Judiciário e invade competência legislativa exclusiva do Congresso Nacional do Brasil.
“O CNJ, como órgão de controle interno do Poder Judiciário, não possui competência legislativa nem pode inovar na ordem jurídica com força de lei. Ao agir dessa forma, a resolução incorre em usurpação de função legislativa, criando obrigações e restrições que somente poderiam ser instituídas mediante lei formal aprovada pelo Congresso Nacional”, destacou o senador.
O relator também apontou que a resolução instituiu comissões de soluções fundiárias com atribuições autônomas, prevendo a realização obrigatória de visitas técnicas e mediações prévias à execução de ordens de reintegração de posse. Segundo ele, medidas concebidas durante a pandemia de Covid-19 acabaram convertidas em regime de caráter permanente, sem respaldo legal, o que comprometeria a efetividade das decisões e a celeridade da prestação jurisdicional.
Com a aprovação na CRA, o PDL 327/2023 segue agora para análise na Comissao de Constituicao e Justica (CCJ) do Senado. Se aprovado, será encaminhado ao Plenário para deliberação.
Mudança para a sede definitiva representa um avanço decisivo para a consolidação do Campus Várzea Grande, segundo o senador mato-grossense
Foi inaugurado oficialmente nesta quarta-feira, 5, a sede definitiva do Campus Várzea Grande, da Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), um dos maiores centros de formação do país. Parte dos recursos para as obras, na região do Chapéu do Sol, foram asseguradas com emendas parlamentares, dentre as quais, R$ 12 milhões propostos pelo senador Jayme Campos (União-MT), um dos principais entusiastas do ensino público no Estado.
A solenidade marcou o fim de uma espera longa da comunidade acadêmica e da população e contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, do reitor do IFMT, Julio Cesar dos Santos, do diretor-geral do campus, João Bosco Lima Beraldo, além de autoridades nacionais, estaduais e municipais.
Camilo Santana, em seu pronunciamento, fez questão de destacar o apoio que o MEC tem recebido do senador mato-grossense para o desenvolvimento de inúmeros projetos em defesa da educação pública gratuita e de qualidade. Ele citou, como exemplo, o “Pé de Meia”, que oferece incentivo financeiro a estudantes do ensino médio de colégios públicos para estimular a permanência e conclusão dos estudos.
O reitor do IFMT, Júlio César dos Santos, também elogiou a atuação – classificada como ‘responsável’ – de Jayme Campos como senador da República em defesa do fortalecimento do ensino. “Só temos que agradecer o carinho com o Instituto Federal e, principalmente, pela sua dedicação ao serviço público” – ele ressaltou.
O novo Campus é resultado de um investimento superior a R$ 17 milhões. Iniciado em 2014, o empreendimento integra a terceira fase de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, com o objetivo de ampliar o acesso à educação pública, gratuita e de qualidade, em sintonia com as demandas sociais e produtivas da região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande.
“O trabalho em defesa dessa instituição representa, acima de tudo, o compromisso que eu tenho com nossos jovens, com a tecnologia e com o desenvolvimento da Baixada Cuiabana” – frisou o senador, ladeado por diversos estudantes, que também o agradeceram pelo esforço em viabilizar os recursos para conclusão do empreendimento.
Ofertando cursos regulares desde 2015, o Campus Várzea Grande ampliará sua capacidade de atendimento e melhora as condições de estudo e trabalho. A nova estrutura permite aumento do número de vagas e cursos, melhor adequação dos espaços pedagógicos e administrativos e oferece ambientes mais confortáveis e acessíveis. Em paralelo, houve melhorias na infraestrutura viária local, com intervenções no acesso ao bairro, além de expansão e readequação de linhas de transporte público, garantindo o deslocamento diário de estudantes, servidores e comunidade externa.
Foto: Angelo Miguel/MEC










