Posição do senador mato-grossense foi recebida com aplausos por prefeitos durante reunião da bancada federal em Brasília
O senador Jayme Campos (União-MT) defendeu uma revisão profunda na distribuição do Fethab e dos repasses do ICMS aos municípios de Mato Grosso, durante reunião da bancada federal com prefeitos mato-grossenses que participaram, em Brasília, da Marcha dos Prefeitos, promovida pela Confederação Nacional dos Municípios. O parlamentar fez críticas ao atual modelo de distribuição dos recursos estaduais, afirmando que a forma como os repasses vêm sendo feitos pelo Estado tem agravado as dificuldades financeiras das administrações municipais.
Em tom firme, Jayme afirmou que o Estado precisa adotar uma política mais municipalista, com maior transferência de recursos às prefeituras, especialmente às de pequeno e médio porte. A posição foi recebida com aplausos por prefeitos presentes ao encontro, muitos dos quais relataram dificuldades para manter serviços básicos de saúde, infraestrutura, transporte e assistência à população.
Ex-prefeito de Várzea Grande por três mandatos e ex-governador de Mato Grosso, Jayme disse conhecer de perto os problemas enfrentados pelos gestores municipais. Segundo ele, não é admissível que o Estado registre forte arrecadação enquanto muitas prefeituras enfrentam queda de receitas, atraso em repasses e incapacidade financeira para atender demandas essenciais.
“Com todo o respeito, se eu for governador do Estado, 50% do Fethab tem que ir para os municípios. Tem que ser assim” – disse Jayme, ao defender que a receita gerada nas cidades retorne de forma mais justa para as administrações locais.
Campos também defendeu a revisão dos critérios de distribuição do ICMS, argumentando que o modelo atual não considera adequadamente as desigualdades entre os municípios mato-grossenses. Para ele, cidades com baixa arrecadação própria, grandes extensões territoriais, áreas de preservação, reservas ou limitações fundiárias precisam de tratamento diferenciado.
O senador criticou ainda a concentração de recursos no caixa estadual enquanto prefeituras enfrentam dificuldades para manter estradas, serviços de saúde e ações básicas à população. Segundo Jayme, Mato Grosso precisa rever prioridades e garantir que a arrecadação retorne aos municípios em forma de investimentos.
Durante a reunião, o senador citou casos de prefeituras que tiveram forte redução nos repasses do Fethab. Ele mencionou, por exemplo, municípios que recebiam valores considerados modestos e passaram a receber ainda menos, comprometendo obras de infraestrutura e manutenção de estradas vicinais, fundamentais para o escoamento da produção e para o deslocamento da população rural.
Além do Fethab e do ICMS, Jayme também abordou a necessidade de ampliar investimentos em saúde pública, fortalecer consórcios regionais, garantir mais leitos de UTI no interior e melhorar a estrutura das prefeituras. Ele anunciou ainda articulações para aquisição de caminhões, ônibus e equipamentos destinados aos municípios mais pobres.
Para o senador, a pauta municipalista deve ser o eixo de qualquer projeto de desenvolvimento para Mato Grosso. Jayme afirmou que a riqueza do Estado nasce nos municípios e, por isso, precisa retornar às prefeituras para garantir estrada, saúde, educação, transporte e assistência à população.
Senador apresentou emenda à MP do Novo Desenrola Brasil busca equilibrar renegociação de dívidas com valorização de quem mantém pagamentos em dia
O senador Jayme Campos (União-MT) apresentou emenda à Medida Provisória 1.355/26, que trata, entre outros pontos, da renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Desenrola Brasil 2.0. A proposta busca assegurar que os estudantes adimplentes também sejam reconhecidos pelo programa, por meio de incentivos financeiros, condições favorecidas de juros, prazos, carência e outros mecanismos que estimulem a manutenção dos pagamentos em dia.
Para Jayme Campos, a renegociação é socialmente relevante, mas precisa ser acompanhada de medidas que preservem a cultura dos que pagam em dia e a sustentabilidade do financiamento estudantil. O objetivo não é punir estudantes endividados nem restringir os instrumentos de renegociação já previstos, mas aperfeiçoar a legislação para garantir maior equilíbrio ao Fies.
A emenda propõe que o regulamento do programa estabeleça uma estratégia permanente de valorização dos estudantes que cumprem regularmente suas obrigações contratuais. A ideia é evitar distorções entre quem está inadimplente e quem, mesmo com dificuldades, mantém o financiamento em dia.
“É justo renegociar com quem enfrenta dificuldade, mas também é necessário reconhecer quem se esforça para manter seus compromissos em dia. O Fies é uma política pública permanente, de longo prazo, e precisa preservar bons incentivos para continuar financiando o sonho de milhares de jovens brasileiros”, defende Jayme Campos.
A proposta também prevê um desconto extraordinário para os estudantes que estavam adimplentes na data de publicação da Medida Provisória. Os critérios operacionais seriam definidos em regulamento, para permitir adequação financeira, atuarial e orçamentária ao programa.
Com a emenda à MP do Fies, o senador busca garantir que a política de renegociação de dívidas caminhe junto com uma política de incentivo à responsabilidade contratual, fortalecendo o programa e preservando sua capacidade de continuar financiando o acesso de jovens brasileiros ao ensino superior.
A iniciativa se soma a uma trajetória de atuação de Jayme Campos em defesa da educação. Quando governador de Mato Grosso, na década de 1990, sancionou a Lei Complementar nº 30, de 15 de dezembro de 1993, que criou a Universidade do Estado de Mato Grosso — Unemat, instituição que se tornou uma das principais responsáveis pela interiorização do ensino superior no Estado.
Como senador, Jayme também tem defendido a ampliação da oferta de cursos superiores em Mato Grosso. Em 2009, por exemplo, projetos de sua autoria autorizavam a criação das universidades federais de Barra do Garças e do Norte de Mato Grosso, em Sinop, iniciativas voltadas à interiorização do ensino universitário e ao desenvolvimento regional.
Senador percorre cidades do estado, reafirma pré-candidatura ao governo e critica concentração de investimentos em polos econômicos
O senador Jayme Campos (União) acelerou o ritmo de viagens pelo interior de Mato Grosso e já projeta visitar os 142 municípios do estado até as eleições de outubro. Apenas nos últimos dias, o parlamentar percorreu cinco cidades e ainda prevê agenda em outros três municípios antes do encerramento do fim de semana, reforçando sua estratégia de aproximação com lideranças regionais e eleitores.
Durante as visitas, Jayme reafirmou sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso e adotou um discurso voltado à redução das desigualdades regionais, criticando a concentração de investimentos públicos em cidades economicamente mais desenvolvidas.
“Em todas as 142 cidades de Mato Grosso, inclusive em Boa Esperança do Norte, já existem ações concretas do meu trabalho enquanto senador da República”, afirmou o parlamentar.
Boa Esperança do Norte foi oficialmente transformada em município em janeiro de 2025, após décadas de discussão sobre emancipação política. Jayme destacou que já destinou ações e investimentos para a nova cidade, usando o exemplo para reforçar sua presença em todas as regiões do estado.
Na última terça-feira, o senador participou da sessão solene em comemoração aos 40 anos de emancipação de Sorriso, município considerado um dos principais polos do agronegócio brasileiro. Durante o evento, ele recebeu homenagens e aproveitou para relembrar obras estruturantes realizadas durante sua gestão como governador de Mato Grosso, entre 1991 e 1995.
Entre as realizações citadas pelo senador está a expansão do sistema de transmissão de energia elétrica no norte do estado. Segundo Jayme Campos, a implantação do linhão entre Cuiabá, Sinop e Alta Floresta foi decisiva para o desenvolvimento regional.
“O reconhecimento das pessoas que viveram as dificuldades daquela época é o que mais me motiva a continuar trabalhando”, declarou.
O senador lembrou que, antes da ampliação da rede elétrica, diversas cidades do norte mato-grossense dependiam de geradores movidos a óleo diesel para garantir fornecimento de energia. Ele destacou que muitas das atuais gerações não vivenciaram aquele cenário, mas afirmou que o desenvolvimento de Mato Grosso foi resultado do esforço coletivo de diferentes setores da sociedade.
Apesar de reconhecer a mudança no perfil do eleitorado ao longo dos últimos 30 anos, Jayme afirma acreditar que sua experiência administrativa e o conhecimento acumulado sobre as diferentes regiões do estado ainda representam um diferencial político.
“A caminhada está apenas começando. Faltam quatro meses para as eleições e eu tenho serviços prestados, bagagem e conhecimento das regiões e dos problemas de Mato Grosso”, afirmou.
Ao longo da agenda pelo interior, o senador também defendeu um modelo de desenvolvimento mais equilibrado entre os municípios. Segundo ele, o crescimento econômico de Mato Grosso acabou concentrado em cidades impulsionadas pelo agronegócio e por grandes investimentos privados, enquanto regiões mais distantes permanecem com baixa presença do Estado.
Jayme argumenta que cabe ao governo estadual utilizar mecanismos como incentivos fiscais e políticas públicas para estimular o desenvolvimento em regiões menos favorecidas.
“O empresário investe onde existe lucro, o que é natural. Mas cabe ao Estado criar mecanismos para levar desenvolvimento também às regiões mais distantes”, afirmou.
O senador destacou as dificuldades enfrentadas por cidades localizadas nas regiões de fronteira e nos extremos territoriais de Mato Grosso. Segundo ele, muitos municípios possuem relações econômicas e logísticas mais próximas de estados vizinhos do que da própria capital mato-grossense.
Como exemplo, ele citou cidades do Vale do Araguaia, como Confresa, Vila Rica, Luciara e São Félix do Araguaia, que mantêm forte ligação com Tocantins e Goiás. Já municípios do extremo norte, como Apiacás, Nova Bandeirantes e Paranaíta, possuem maior proximidade com Pará e Amazonas.
Na região noroeste, cidades como Colniza, Rondolândia e Cotriguaçu mantêm conexões econômicas e sociais intensas com Rondônia. Jayme também mencionou municípios da faixa de fronteira com a Bolívia, como Vila Bela da Santíssima Trindade e Pontes e Lacerda, além de cidades do sul e sudeste mato-grossense.
Para o senador, a ausência de investimentos mais robustos nessas localidades amplia desigualdades regionais e dificulta o acesso da população a serviços públicos e oportunidades econômicas.
“Temos muitas cidades que passam ao largo do desenvolvimento e precisam ser fomentadas da mesma forma que os grandes polos econômicos”, declarou.
Jayme Campos também aproveitou a agenda para fazer comparações entre o cenário fiscal de sua gestão como governador e a atual realidade econômica do estado. Segundo ele, quando assumiu o governo, a arrecadação anual de Mato Grosso girava em torno de R$ 500 milhões, enquanto hoje a receita mensal ultrapassa R$ 5 bilhões.
O senador afirmou que o aumento da capacidade financeira do estado cria condições para uma gestão mais eficiente e abrangente. Sem citar diretamente adversários, ele também fez críticas ao atual grupo político que controla o governo estadual, liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União) e pelo atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Apesar de pertencerem ao mesmo partido, Mauro Mendes já declarou apoio à candidatura à reeleição de Pivetta, o que evidencia uma divisão interna no União Brasil em Mato Grosso.
Mesmo diante desse cenário, Jayme reafirmou que seguirá na disputa e disse acreditar na força de sua trajetória política.
“A democracia permite que cada um apresente suas propostas. Tenho experiência, conhecimento e condições de montar uma equipe preparada para fazer uma administração inclusiva”, afirmou.
O senador também destacou o volume de recursos destinados aos municípios por meio de emendas parlamentares. Segundo ele, apenas neste mandato já foram encaminhados mais de R$ 1,2 bilhão para investimentos em Mato Grosso, além de convênios firmados junto ao governo federal.
Ao intensificar as viagens pelo interior e ampliar o discurso regionalista, Jayme Campos busca fortalecer sua presença política em municípios estratégicos e consolidar uma alternativa ao grupo atualmente no comando do Palácio Paiaguás.
Texto: MARCOS LEMOS
Recursos serão destinados ao custeio da saúde pública e a obras de infraestrutura urbana em cidades contempladas por emendas do senador
Uma nova leva de liberações do Orçamento Geral da União assegurou a municípios de Mato Grosso o repasse de R$ 14,7 milhões para investimentos em saúde pública e infraestrutura urbana. Desse total, R$ 8,2 milhões serão aplicados no custeio de ações de atenção primária e no financiamento de serviços da rede pública de saúde, incluindo exames, cirurgias e internações em UTIs. Outros R$ 6,5 milhões serão destinados a obras de melhoria da infraestrutura urbana nas cidades contempladas.
“Seguimos firmes trabalhando para assegurar que todos os municípios de Mato Grosso, independentemente de questões partidárias, recebam recursos federais para atender suas principais demandas, trazidas até nós por prefeitos e vereadores”, afirmou o senador Jayme Campos, ao reafirmar seu compromisso com o fortalecimento dos municípios.
Os valores liberados entre sexta-feira e esta quarta-feira, 13, somam-se aos R$ 14,2 milhões transferidos na segunda quinzena de abril ao Governo do Estado e a prefeituras mato-grossenses. Naquele repasse, R$ 9 milhões foram direcionados para obras de infraestrutura e R$ 5,2 milhões para o fortalecimento da rede pública de saúde.
Na área da saúde, os municípios beneficiados com emendas do senador foram Peixoto de Azevedo, Conquista d’Oeste, Colíder, Nova Xavantina, Poconé, São Félix do Araguaia, Vila Rica, Araguaiana, Porto Alegre do Norte Água Boa e Alto Araguaia.
Já na área de infraestrutura, foram contemplados os municípios de Barra do Garças, com recursos para estradas vicinais; Alto da Boa Vista, para calçamento público; Curvelândia e Chapada dos Guimarães, para pavimentação de vias; General Carneiro, para a construção do Centro de Eventos do Produtor; Paranaíta, para ginásio poliesportivo; Pontal do Araguaia e Vera, para praça pública; e, São Pedro da Cipa, para revestimento asfáltico.
Além desse novo bloco de liberações para saúde e infraestrutura, Jayme Campos também viabilizou, ao longo deste ano, outros repasses importantes para Mato Grosso. Entre eles estão R$ 2,8 milhões para Figueirópolis d’Oeste, destinados à recuperação de estradas vicinais; R$ 750 mil para Pontal do Araguaia; R$ 12 milhões para o Governo do Estado, voltados ao custeio de procedimentos de maior complexidade na saúde, como exames, cirurgias e internações; e R$ 2,7 milhões para a assistência social, contemplando Nova Bandeirantes, São José do Povo, Pontal do Araguaia e Poconé.
Proposta cria fonte permanente de financiamento para abrigos e casas de acolhimento; texto segue para análise da Câmara dos Deputados
O Senado aprovou nesta terça-feira, 12, em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado o Projeto de Lei 1130/25, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), que destina parte da arrecadação das loterias esportivas ao financiamento de Instituições de Longa Permanência para Idosos, as chamadas ILPIs – os chamados ‘abrigo dos idosos’. A proposta, considerada de amplo alcance social, será analisada agora pela à Câmara dos Deputados.
O projeto de Jayme Campos permite que instituições sem fins lucrativos voltadas ao acolhimento de pessoas idosas recebam recursos provenientes da renda líquida de três concursos anuais de loterias esportivas. O objetivo é criar uma fonte estável e contínua de financiamento para custear serviços essenciais, como moradia, alimentação, assistência social, saúde e segurança nas unidades de acolhimento.
“Trata-se de um gesto de justiça social. O Brasil envelhece rapidamente, e o poder público precisa estar preparado para assegurar cuidado, proteção e dignidade aos nossos idosos” – frisou o senador mato-grossense, ao comemorar a decisão.
Campos ressaltou que as instituições de longa permanência cumprem um papel fundamental, muitas vezes com enormes dificuldades financeiras. Diante desse quadro ele propôs a criação de “uma alternativa responsável, solidária e permanente para apoiar essas entidades”. Para ele, a aprovação representa um avanço concreto na proteção social da população idosa, especialmente daqueles que vivem em situação de vulnerabilidade, sem apoio familiar ou recursos suficientes para garantir uma vida digna.
Ao propor o direcionamento de recursos já arrecadados pelas loterias esportivas, sem criar despesa orçamentária, o senador busca conciliar responsabilidade fiscal com compromisso social. “É dever do poder público estender a mão e garantir que nossos idosos tenham seus direitos respeitados” – disse Campos, ao agradecer os demais senadores.
A proposta também prevê que os repasses possam ser feitos mesmo a instituições com pendências tributárias junto à União ou sem Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social, desde que atendam aos critérios estabelecidos, como inscrição nos conselhos da pessoa idosa ou de assistência social. A medida busca ampliar o alcance do apoio, reconhecendo que muitas entidades filantrópicas enfrentam entraves fiscais e documentais justamente por falta de recursos.
Relatora da matéria, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) destacou que o aumento da expectativa de vida no Brasil tende a ampliar o número de idosos com pouco ou nenhum amparo familiar, o que torna urgente o fortalecimento dessas estruturas de acolhimento. Ao elogiar a iniciativa, ela disse que a proposta reforça uma das marcas da atuação parlamentar de Jayme Campos: a defesa de políticas públicas voltadas às camadas mais vulneráveis da população.
Pré-candidato ao Governo do Estado, senador afirma que pleitos da categoria serão tratados com prioridade, diálogo e respeito em eventual gestão
O senador Jayme Campos (União-MT), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, recebeu uma carta de intenções apresentada por representantes dos policiais penais do Estado, com reivindicações voltadas à valorização salarial, reestruturação da carreira, consolidação institucional da Polícia Penal e investimentos em infraestrutura e saúde do servidor. O documento foi entregue pelo presidente da entidade representativa da categoria, Lucivaldo Vieira de Souza.
Ao fazer a entrega formal do documento, Lucivaldo fez questão de destacar a trajetória administrativa de Jayme Campos no período em que governou Mato Grosso, no início da década de 1990. Durante o encontro, chegou a se referir ao senador como “futuro governador” e defendeu que a Polícia Penal tenha reconhecimento compatível com a importância estratégica que exerce na segurança pública.
Campos afirmou que as reivindicações apresentadas têm “grande valia” por tratarem de uma categoria essencial ao funcionamento do sistema prisional e à estabilidade da segurança pública. Segundo o senador, a Polícia Penal, criada pela Emenda Constitucional nº 104/19, ainda enfrenta desafios de regulamentação, estruturação e reconhecimento nos estados.
“Esta é uma pauta de valorização daqueles que, de fato, merecem ser valorizados. A categoria dos policiais penais exerce uma função de risco, de grande responsabilidade, e precisa ser tratada com respeito, dignidade e reconhecimento” – declarou, ressaltando que, caso seja eleito governador, pretende assegurar tratamento digno aos policiais penais e às demais categorias de servidores públicos estaduais.
Na carta entregue ao senador, os policiais penais defendem a recomposição e o realinhamento das tabelas remuneratórias, com o objetivo de corrigir o que classificam como injustiças históricas e garantir simetria com as demais forças de segurança pública de Mato Grosso. O documento também pede a consolidação da Polícia Penal como instituição autônoma, com regulamentação de competências, atribuições e estrutura administrativa própria, de forma a ampliar a eficiência da gestão do sistema prisional.
Outro ponto destacado pela categoria é a necessidade de investimentos na modernização das unidades prisionais e na saúde física e mental dos servidores, considerando a natureza insalubre, perigosa e de alta pressão da atividade desempenhada pelos policiais penais.
Jayme Campos afirmou que a pauta será analisada com responsabilidade e diálogo, especialmente quanto ao impacto orçamentário e às medidas legislativas necessárias para sua implementação. “Quero afiançar que esta categoria, assim como as demais categorias de servidores públicos de Mato Grosso, será valorizada e tratada com respeito. Estamos juntos, e podem contar conosco”, afirmou o senador.
Senador mato-grossense afirma que produtores enfrentam perdas climáticas, alta dos insumos, queda nas commodities e dificuldade para acessar crédito
O senador Jayme Campos (União-MT) voltou a cobrar da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado mais agilidade na aprovação de uma solução para a renegociação das dívidas dos produtores rurais. O apelo foi feito durante debate com vários senadores sobre o PL 5.122/23, que busca criar uma linha especial de financiamento para o setor agropecuário diante do agravamento do endividamento no campo.
Em debate com a relatora da matéria, senadora Tereza Cristina (PL-MS), Jayme afirmou que o problema exige resposta rápida do Congresso e do Governo Federal. Segundo ele, a situação nas regiões produtoras já é crítica e pode se transformar em uma crise de grandes proporções caso não haja medidas emergenciais.
“Se nós não tomarmos essas providências rápidas, nós vamos ter uma crise. Talvez o Governo não tenha tido nem a capacidade de mensurar o que vem pela frente. É gravíssima a situação” – alertou o senador.
O parlamentar citou como exemplo o cenário enfrentado por produtores em Mato Grosso. Em várias regiões do estado, segundo ele, o atraso das chuvas impediu o plantio da soja dentro da janela ideal. Com isso, muitos produtores perderam a possibilidade de fazer a chamada safra e safrinha, tradicional no ciclo agrícola mato-grossense.
“Tem muitas regiões do Mato Grosso em que muitos não plantaram nem a soja, tendo em vista que demorou para vir as águas. Diante disso, alguns preferiram plantar algodão, outros plantaram milho, e perderam a possibilidade de ter as duas plantas, ou seja, a safra e a safrinha” – ele relatou.
Além dos efeitos climáticos, Jayme destacou a combinação de alta nos custos de produção, dificuldade de compra de insumos, preços baixos das commodities e endividamento crescente. Segundo ele, os valores discutidos inicialmente, na faixa de R$ 36 bilhões a R$ 40 bilhões, seriam insuficientes diante do tamanho real do problema.
“Isso é para fazer o quê? Um remendozinho. Na verdade, são quase R$ 800 bilhões. É muito dinheiro. E, pela situação que eu estou acompanhando, tem gente que não vai conseguir botar nem máquina” – acrescentou.
O senador também chamou atenção para os preços recebidos pelos produtores em Mato Grosso. Ele citou o milho vendido entre R$ 43,00 e R$ 44,00 a saca e a soja em torno de R$ 102,00 valores que, segundo ele, não compensam os custos de produção, especialmente depois dos descontos e encargos incidentes sobre a atividade. “Não fecha a conta nem a pau” – resumiu Jayme, ao mencionar ainda o peso do Fethab, fundo cobrado em Mato Grosso.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que tem participado das negociações sobre a proposta, disse que os valores inicialmente previstos no projeto já não são suficientes, e há uma corrida contra o tempo porque o Plano Safra deve ser anunciado em junho. Tereza Cristina disse que há uma proposta em discussão para chegar a mais de R$ 180 bilhões em dívidas com necessidade urgente de renegociação. Ela observou, porém, que o passivo total é ainda maior, pois há também dívidas não bancárias, especialmente com empresas fornecedoras de insumos.
Para o senador, a renegociação das dívidas rurais é indispensável não apenas para preservar os produtores, mas também para evitar impactos mais amplos sobre a economia, a produção de alimentos e a sociedade brasileira. “Com certeza, essa medida vai nos ajudar a resolver essa situação e vai beneficiar toda a sociedade brasileira de uma maneira geral” – ele concluiu.
Senador afirma que o Estado lidera a produção, cresce e arrecada, mas mantém milhares de famílias sufocadas por dívidas e pelo alto custo de vida
Mato Grosso precisa transformar prosperidade em bem-estar. Da tribuna do Senado, nesta terça-feira, 5, o senador Jayme Campos (União-MT) fez um duro alerta sobre uma das maiores contradições do Estado: o líder na produção de grãos, o que concentra o maior rebanho bovino do país e figura entre as potências do agronegócio brasileiro também convive com uma população fortemente pressionada por dívidas, juros altos e renda insuficiente – o que ele chamou de ‘desigualdade estrutural’ vigente.
A riqueza que o Estado produz, segundo ele, ainda não chega de forma equilibrada à mesa das famílias. O resultado é um paradoxo social: enquanto o Estado se projeta nacionalmente pela força econômica, parte expressiva da população continua dependente de programas de transferência de renda e do crédito bancário para fechar as contas do mês.
O senador afirmou que o desenvolvimento de Mato Grosso não pode beneficiar apenas alguns setores ou uma pequena parcela da sociedade. “Ele precisa alcançar a mesa, a casa e a dignidade de cada família mato-grossense” – disse.
Jayme citou dados do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública, segundo os quais Mato Grosso aparece na última colocação no indicador de comprometimento de renda, que mede a relação entre dívidas bancárias e a renda total dos domicílios. O levantamento também destaca que o Estado, apesar de bem posicionado em indicadores de renda, lidera negativamente o comprometimento da renda familiar com dívidas.
Para o senador, o problema não está na ausência de trabalho ou de dinamismo econômico. Mato Grosso tem bons indicadores de emprego, solidez fiscal e capacidade produtiva. A questão central, segundo ele, está no custo de vida elevado, na baixa renda de parte da população e na falta de políticas públicas capazes de transformar crescimento econômico em melhoria concreta de vida.
“Não é justo que justamente quem gera riqueza viva pressionado por contas, juros e insegurança financeira” – ele afirmou Jayme, ao defender uma gestão mais humana e eficiente, voltada para a formação profissional, o combate às desigualdades regionais, a redução do custo de vida e a inclusão econômica verdadeira.
O parlamentar também relacionou o drama das famílias mato-grossenses ao cenário nacional de endividamento. Levantamento recente da Confederação Nacional do Comércio apontou que o percentual de famílias brasileiras endividadas chegou a 80,4% em março de 2026, recorde histórico da série. Além disso, os juros do crédito livre para pessoas físicas seguem elevados, mantendo forte pressão sobre o orçamento doméstico.
Nesse contexto, destacou a aprovação, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, do PL 2.356/24, de sua autoria, que institui a Política Nacional de Educação Empreendedora e Financeira. A proposta prevê a inserção de conteúdos de educação financeira, empreendedorismo e inovação no ambiente escolar e acadêmico. Após aprovação na CAE, a matéria segue para análise terminativa na Comissão de Educação e Cultura.
Parlamentares e gestores municipais defendem conclusão em até seis anos e cobram viadutos, passagens urbanas e pistas de desaceleração
O prazo de nove anos previsto para a duplicação da BR-163, no trecho entre Sinop e a divisa com o Pará, continua sendo alvo de divergência entre a bancada federal de Mato Grosso e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Nesta terça-feira, 5, integrantes da bancada mato-grossense, liderados pelo senador Jayme Campos (União-MT), voltaram a se reunir com a diretoria da agência, acompanhados de prefeitos e vereadores de municípios localizados na área de influência da rodovia.
Entre parlamentares e lideranças municipais, há o entendimento de que não é razoável levar o projeto de duplicação a leilão com o prazo atualmente previsto. Para o senador Jayme Campos, é possível reduzir esse período quase pela metade, estabelecendo um cronograma de, no máximo, cinco a seis anos. Para isso, ele defendeu ajustes no projeto apresentado pela ANTT.
“Essa é uma das obras mais importantes para Mato Grosso. Precisamos reduzir o tempo previsto para a duplicação e, ao mesmo tempo, promover adequações necessárias, de interesse direto dos municípios, como a implantação de viadutos, passagens urbanas e pistas de desaceleração” – destacou Campos, um dos primeiros a se levantar contra o prazo de 9 anos.
Durante a reunião, o diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, ouviu as ponderações dos prefeitos e se comprometeu a encaminhar as sugestões à área técnica da agência. A intenção é avaliar a inclusão de melhorias capazes de atender às demandas dos municípios antes da realização do leilão da concessão.
O superintendente de Concessão da Infraestrutura, Marcelo Fonseca, também afirmou que a agência está comprometida em promover os ajustes necessários antes de levar a concessão à Bolsa de Valores.
O projeto em discussão prevê a duplicação de aproximadamente 246 quilômetros da rodovia, além da implantação de 393 quilômetros de novas vias e faixas adicionais. Desse total, 116 quilômetros correspondem a faixas adicionais e outros 30 quilômetros a vias laterais. Também estão previstas adequações em interseções e acessos ao longo do trecho.
Na área de segurança viária e mobilidade, o projeto inclui a implantação de 40 retornos e rotatórias, 14 passagens de fauna, nove interseções, seis passarelas para pedestres e 20 pontos de ônibus. As lideranças municipais, no entanto, defendem que o projeto seja ampliado para contemplar de forma mais adequada os impactos urbanos da rodovia nos municípios cortados pela BR-163.
Além do senador Jayme Campos, participaram da reunião os deputados federais Fábio Garcia (União-MT) e Coronel Assis (PL-MT), os prefeitos de Itaúba, Antonio Ferreira, o “Tijolinho”; de Santa Helena, Paulinho Bortolini; e de Matupá, Bruno Mena. Também estiveram presentes vereadores do município de Peixoto de Azevedo.
Proposta institui a Política Nacional de Educação Empreendedora e Financeira e segue para análise terminativa na Comissão de Educação
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (5), o Projeto de Lei 2356/24, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), que institui a Política Nacional de Educação Empreendedora e Financeira (PNEEF). A proposta segue agora para apreciação terminativa na Comissão de Educação e Cultura. A aprovação ocorre em um momento de preocupação crescente com o endividamento das famílias brasileiras.
Em março de 2026, o percentual de famílias endividadas chegou a 80,4%, o maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio. Diante disso, o Governo Federal acabou de anunciar medidas de renegociação de dívidas voltadas a famílias, trabalhadores informais e pequenas empresas.
Para Jayme Campos, a renegociação de dívidas é importante, mas o país precisa enfrentar também a origem do problema: a falta de formação financeira desde a escola. Segundo ele, a educação financeira “é uma ferramenta de cidadania”, que permitirá decisões conscientes, ao mesmo tempo em que “combate o endividamento precoce e fortalece a saúde econômica das famílias brasileiras”.
“A escola não cumprirá sua missão civilizadora se for incapaz de formar cidadãos preparados para se inserir na vida produtiva de forma empreendedora e com competências financeiras” – frisou o senador mato-grossense.
O projeto propõe a inclusão da educação financeira, do empreendedorismo e da inovação como temas transversais nos currículos da educação básica. A iniciativa também prevê formação de professores e gestores escolares, realização de feiras e eventos ligados ao empreendedorismo e às finanças, além de parcerias com universidades, empresas, organizações sociais e instituições de fomento.
Segundo Jayme Campos, o objetivo é modernizar o currículo escolar brasileiro e preparar crianças e jovens para os desafios da vida adulta, do mercado de trabalho e da gestão de seus próprios projetos de vida.
A matéria foi relatada pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) e apresentada, durante a reunião da CAE, pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), na condição de relatora ‘ad hoc’. Em sua análise, Dorinha destacou que a política proposta cria competências e oportunidades para os estudantes brasileiros, ao estimular criatividade, pensamento crítico, autonomia e capacidade de resolver problemas. Para a relatora, o ensino de competências financeiras significa dar mais controle aos jovens sobre suas próprias escolhas.
O projeto também recebeu manifestações favoráveis dos senadores Marcos Pontes (Republicanos-SP) e Jaime Bagattoli (PL-RO). Marcos Pontes elogiou a iniciativa e defendeu que países desenvolvidos têm em comum fatores como educação focada em resultados, ciência, tecnologia, inovação e ambiente favorável aos negócios. Já Bagattoli ressaltou a dificuldade de empreender no Brasil e defendeu que a educação financeira esteja presente desde os primeiros anos escolares até a universidade.
Jayme Campos classificou a aprovação como um passo importante para a modernização da educação brasileira: “A aprovação do PL 2356/2024 é um marco. É um sinal claro de que o Congresso Nacional está atento e comprometido com uma educação pública mais eficaz, mais justa e mais transformadora” – ele concluiu.










